23.11.06

Caderneta de cromos

Foi uma semana intensa, pelo Porto e Trás os Montes. Na Invicta fiquei a dormir no 15º piso do edifício mais alto da cidade e, provavelmente por isso, senti vontade de escrever no arranha-céus. Mas não tinha internet nem tempo. Melhor viver que analisar, de qualquer maneira. Grande jantarada em casa da Paula, mais uma ida ao Maus Hábitos e ao Passos Manuel. Noite portuense rules.


Assim que cheguei a Montalegre enfiei-me no «Bar Pub A Noite» com o meu companheiro de viagem. Era noite de karaoke e, após três minutos de hesitações, lá nos pusemos a cantar Paulo de Carvalho e José Cid para uma audiência de características eminentemente rurais [que é como quem diz: um par de cromos a cantar para um bando de labregos]. O resto foi paisagem, boa comida, trabalho e muita conversa.


Chegada a Lisboa, directíssimo para o Jamaica. Home sweet home. Um tipo que trabalha lá na discoteca andava a recolher assinaturas para restaurar o prédio. Obcecado, não largava a caneta e o papel. Ao lado, uma velha loira, de óculos escuros, a dançar como se não houvesse amanhã. A pista era dela. E ainda um tipo do Porto que nos seguiu para o dance floor e me andava a perguntar onde é que podia encontrar umas raparigas de vida fácil. Não se contentava com o Não Sei que lhe atirava e só me largou quando lhe disse: «Sai da porta, vira à direita e segue o teu caminho» [afinal, o Cais Sodré é o Cais Sodré].

Ai, ai, esta cidade é de loucos.

6 comentários:

disse...

Como diria o outro.
"são os loucos de Lisboa, que nos fazem duvidar..."
A discoteca Jamaica é sempre um misto de personagens.

SGTZ disse...

Welcome back!

Anónimo disse...

São os loucos de Lisboa!!!!Adorei a night...

Francisco Alves disse...

Jamaica...Tóquio...já muito por lá andei.

Agora é tudo mais calmo!

O fim de semana passado estive em casa de uns amigos. Aqueles serões bem passados, à conversa (boa conversa!!), boa comida (um arroz de pato que só a minha avó faria melhor) e, para acrescentar algo de inovador, uma máquina de imperial caseira. Fiquei fã, confesso.
Preferia que fosse uma Stella Artois, mas uma Super Bock fresquinha também não está nada mal.

Acho mesmo que este ano, para ser diferente, vou pedir um presente de Natal, uma Xpress.

Encontrei o vídeo da máquina Xpress no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=t5HX_TDlP9s

Gostei bastante deste blogue. Sou novato nestas andanças.

Fiquem bem

Francisco Alves

Djáli disse...

Meu querido!!

Cá estou...finalmente.

Adoro, adoro, adoro...ler-te!

E o temporal que está lá fora!???

Muitos e muito beijos

pinky disse...

adoraria ter visto o episódio das cantorias, é sempre uma risota pegada!